O professor Dardano Nunes de Melo volta a abordar a polêmica em torno da localização do futuro estaleiro Promar. O governador Cid Gomes quer o projeto na praia do Titanzinho, enquanto a prefeita Luizianne Lins é contra. Confira o artigo:
Certamente que o conflito político entre Cid Gomes e Luizianne Lins é diferente daquele que causou a guerra entre Gregos e Troianos(1.300 a 1.200 a.c), mas pode ter nuances parecidas. Tudo ocorreu devido ao rapto de Helena, que era esposa do rei Meneleu (não confundir com o secretário de planejamento de Luizianne), quando Páris, filho do rei Priano de Tróia foi a uma reunião em Esparta e se apaixonou pela rainha. O rei magoado, em represália, designou o general Agamenon para atacar Tróia e trazer Helena de volta.
A refrega durou 10 anos e nesta luta morreram heróis como Heitor e Aquiles. O fato mitológico foi real, já comprovado por sondagens arqueológicas na Turquia feitas pelo alemão Heinrich Schliemann. O filho de Aquiles, Neptoleno presenciou a vitória dos Gregos que utilizaram a estratégia de Odisseu, ou seja, foi construído por Epeu um grande cavalo de madeira onde vários soldados gregos ficariam escondidos, o qual seria entregue aos Troianos como presente e um símbolo de paz. Com o gesto os Troianos se consideraram vencedores e comemoraram até a exaustão e dormiram. Assim os gregos saíram do cavalo e abriram os portões de Tróia para que ela fosse invadida e destruída totalmente.
Sendo o estaleiro um grande presente dos empresários Valdomiro Arantes e Paulo Haddad (PJMR), para o povo do Titanzinho, a redenção econômica e social do lugar, faz-se necessário examinar com muito cuidado o que tem por dentro deste presente (cavalo). O governador o achou lindo (1.000 empregos diretos e 5.000 indiretos) e ainda aumenta-o com R$ 60 milhões de reais.
A Prefeita de Fortaleza parece ter lido os poemas de Ilíadas e Odisséia escritos por Homero (VIII a.c), e a saga da luta, por isto alerta, como responsável maior pelos destinos de Fortaleza, para muitos pontos que podem transformar o estaleiro num cavalo de Tróia.
O planejamento da cidade não previa um estaleiro na capital, pois ao longo dos últimos anos Fortaleza viu o setor industrial migrar para a periferia metropolitana e a cidade se tornar um centro de serviços e pólo de turismo nacional e internacional. A vocação natural e mercadológica da cidade é para o turismo que gera 15% dos empregos e 28% do PIB. A importância desta atividade é tamanha no que tange á geração de emprego e distribuição de renda que apenas um hotel 5 estrelas com mil leitos gera muito mais empregos que o Estaleiro, ou seja, 1.500 empregos diretos (índice 1.5 de empregabilidade por leito-OMT) e 13.500 empregos indiretos (índice 1 para 9- OMT), índices bem superiores ao da indústria. Vale observar que os empregos indiretos da indústria, principalmente do Estaleiro, serão gerados noutras regiões fornecedoras, enquanto a cadeia produtiva do turismo é quase totalmente local.
A característica do emprego na indústria é bem diferente do turismo. No caso da metalúrgica (Estaleiro), indústria de caráter pesado, o emprego é altamente especializado. A formação da mão-de-obra exigirá qualificação superior e técnica (universidades e escolas técnicas) com pré-requisitos de formação elevados e tempo de formação de 2 a 5 anos e no caso do Titanzinho a escolaridade é baixa juntamente com o IDH. A indústria tem elevada tecnologia de automação (pouca absorção de mão de obra). A geração dos 1.000 empregos se dará na construção do equipamento (mão-de-obra de baixa qualificação) e quando do funcionamento os empregos se afunilarão.
No turismo, a indústria é leve e pouco especializada, o pré-requisito é nossa nativa hospitalidade para a maioria das funções é de alfabetização e primário, com tempo de formação de 3 a 6 meses. O turismo é uma oferta de serviço de elevada absorção de-mão-de obra e gera muito mais empregos no funcionamento do hotel do que na construção. Os salários médios pagos no estaleiro são de R$ 900,00 (novecentos reais), o que não diferencia muito do turismo. O planejamento não é uma ciência estática e em função da dinâmica ele pode modificar até mesmo o plano diretor, a legislação, etc.
Entretanto, esta dinâmica tem que ser evolutiva e voltada para um sentido racional de sustentabilidade econômica, social e ambiental, tudo visando o melhor para a sociedade. No caso do estaleiro, há que aprofundar estudos que possibilitem tomadas de decisão certa. Um dos pontos a serem definidos é a compatibilidade, ou não, do Estaleiro com o turismo -- principal diretriz do desenvolvimento de Fortaleza e para o qual estão acorrendo os maiores investimentos: Centro de Feiras, Aquário, Copa do Mundo, Projeto Orla etc, representando bilhões de dólares. Será que o Estaleiro não está na contramão destes investimentos? Pelas características urbanísticas da cidade, a paisagem de um estaleiro no Titanzinho, sem dúvida, não seria cartão de visita para a cidade, mas ninguém melhor do que o próprio turista poderia responder o que eles acham da localização, já que eles são os compradores do produto Fortaleza e os geradores dos empregos. Eles deveriam ser os primeiros a serem consultados.
O estaleiro vai impactar um espaço que é da população do Titanzino. Assim, eles também deveriam opinar e, por fim, auscultar também o cidadão fortalezense, já que o estaleiro será na cidade. A tendência dos tanques do porto é migrar para o Pecém, a Transnordestina vai para o Pecém, o plano diretor do Pecém prevê estaleiros, por que, então, não construí-lo lá? A resposta está na economicidade da obra, no custo benefício, mas isto do lado do empresário, que esconde dentro do cavalo de Tróia (Estaleiro) suas intenções prioritárias de lucro, e não, de ajudar a comunidade; e sem preocupação com sustentabilidade turística, urbanística e ambiental.
Será que o estaleiro vai gerar para a cidade mais empregos e impostos do que se deixará de ganhar com a retração do fluxo turístico que possivelmente causará? O senhor Valdomiro Arantes afirmou:- “o estaleiro terá um faturamento, no primeiro ano, de 200 milhões de dólares, logo nos cinco anos serão hum milhão de dólares com os contratos da Transpetro”. Ora, com o pré-sal a Transpetro fará novas encomendas, a Vale está com um pedido de 52 navios, os Árabes que tiveram seus estaleiros destruídos pelas guerras estão cheios de pedido e por ai vai (60 bilhões de dólares). Se existe mercado, a empresa é sólida, e o Ceará tem uma localização estratégica em função da eqüidistância (Europa-EUA) para receber os componentes para fabricação das embarcações, além de possuir “maritimidade”(cultura com o mar), a indústria não é sazonal, por que as ações são imediatistas e meramente economicistas de curto prazo? Isto leva a entender que a Proamar fará somente a encomenda da Transpetro e irá virar um entulho de ferro no Titanzinho. Ela não está acreditando no mercado e nem está respeitando a tendência do futuro do Ceará: tudo de Porto no Pecém, industrias no Interior e região metropolitana; e em Fortaleza: serviços e turismo.
O alerta da Prefeitura também refere-se à possibilidade de graves impactos ambientais na cidade e arredores em função do grande aterro (4 hactares ), a produção de lixo mineral, o impacto na biologia marinha etc… Outros aspectos devem também ser levados em conta como impacto social na mudança das atividades de pesca e desporto (surf) da população, a degradação social e econômica das pessoas do bairro caso o mercado encolha e o Estaleiro feche. A ampliação das estruturas portuárias levam sempre, em todo mundo, o aumento da prostituição, fato muito negativo para o turismo saudável da cidade. A incompatibilidade do Estaleiro com o projeto de urbanização da área.
Estes fatos conjugados podem transformar o estaleiro num presente de grego. Os deputados do PSDB, PMDB e alguns do PT de Cid, nas audiências pública, pareciam cruzar o mar Egeu para atacar Tróia como guerrilheiros do rei(Cid) e defendiam a qualquer custo a geração dos 1.000 empregos para a comunidade. Não raciocinavam eles que os 60 milhões da contra-partida do Estado para a construção do Estaleiro poderiam representar 15.000 empregos diretos e 60.000 indiretos se fossem aplicados no Titanzinho em cooperativas de economia solidária dentro da cadeia produtiva do turismo, no contexto de um distrito temático (o célebre navegador espanhol Vicente Ianez Pinzon descobrindo o Brasil no Rostro Hermoso de Fortaleza quatro meses antes de Cabral avistar o Monte Pascoal e/ou o Castelo Encantado do Mucuripe onde Iracema, a virgem dos lábios de mel, ia chorar a saudade de Moreno, o amado guerreiro branco de alem mar).
Qual a diferença entre Luizianne e Cid? O capitalismo liberal (neoliberalismo) tem uma mão invisível que é a força do mercado. Ela impera e manda, e a população obedece. Ela é a lei a que todos devem curvar-se. Na social democracia participativa, as políticas são orientadas pelas pessoas, onde a vontade da maioria predomina. Cid e o PSDB vem da escola de Adam Smith e por isto atropelam as políticas participativas de Luizianne e do PT. O que não combina são os estilos de condução dos processos de gestão de Cid e Luizianne. A gestão compartilhada é muito mais difícil, lenta, filosófica, pragmática, busca a decisão coletiva e descentralizada, controle menos rígido, variáveis intangíveis, valoriza mais os objetivos que as metas, o principal é o bem estar social. A gestão liberal vai na direção do mercado, é mais fácil, individual, centralizada, rápida e menos pragmática, 100% de controle, variáveis tangíveis, trabalha mais com metas do que com objetivos, o principal é fazer caixa para investimentos em infra-estrutura básica e produtiva.
Qual dos dois modelos é o melhor? O melhor seria a junção dos dois e o velho prefeito Juraci Magalhães certa vez me disse uma coisa que até hoje, como profissional do planejamento fico a pensar em como compatibilizar o “fazejamento” e o planejamento. “Eu levo minha gestão fazendo e planejando, planejando e fazendo”. Vendo seu estilo aprendi um pouco. Ele fazia uma participação direta ouvindo a população nos bairros (a coleta da informação era feita por ele mesmo) mas, infelizmente, não era bem discutida. Por outro lado ele não perdia tempo e fazia, principalmente aquilo que não tinha que se discutir, era para ontem. Se os estilos de Cid e Luizianne fossem iguais, talvez não estivesse havendo esta polêmica do estaleiro e, quem sabe, ele seria um presente do bem e não um presente de grego.
Dárdano Nunes de Melo
Prof. do IFCe e diretor do Sindicaturismo
Fonte: Publicado originalmente: 07-03-2010 | Autor: blog eliomardelima | Categoria(s): Economia, Política
segunda-feira, 15 de março de 2010
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Passeio Ecológico: Açude Castanhão, Nova Jaguaribara, Polo Bezerra de Menezes

Passeio Ecológico Proparque
Açude Castanhão, Nova Jaguaribara, Polo Bezerra de Menezes
Dia 7 de março de 2010
Saída: 6h do Parque Ecológico Rio Branco- entrada da rua Castro Alves.
Retorno: 16h, com previsão de chegada a Fortaleza às 19h30min.
ROTEIRO:
1) Visita ao Açude Castanhão, a maior reserva de água potável do Estado do Ceará, construído com a finalidade de aliviar o drama das secas recorrentes e, ao mesmo tempo, evitar o alagamento das cidades que margeiam o rio Jaguaribe nos anos de chuvas fartas, como registra a história. Sob suas águas descansa a cidade de Jaguaribara, cuja população foi transferida para a Nova Jaguaribara, a primeira cidade planejada do Ceará.
O Castanhão é uma obra que envolve técnicas modernas de engenharia e, ao mesmo tempo, o misticismo do profeta que disse: “O sertão vai virar mar”, numa alusão ao que é hoje o açude.
2) Nova Jaguaribara, a cidade planejada para receber os moradores da antiga cidade coberta pelas águas, tem um pé no passado e outro no futuro. Ruas largas, espaços públicos amplos, alamedas, praças, tudo parece aguardar o início de uma história que a memória recente parece não querer ceder espaço, presa que está às lembranças e afetos afogados pelas águas do Castanhão. A igreja matriz foi feita com a mesma arquitetura da antiga, os mortos que descansavam no cemitério foram transferidos para a nova cidade, mas as lembranças, estas, são as mais difíceis de se transportar...
3) Polo Bezerra de Menezes, o assentamento modelo tem projetos sociais que envolvem mais de 400 crianças em uma área cheia de verde e de esperança. O lugar onde nasceu o grande cearense Bezerra de Menezes, o Médico dos Pobres, cuja vida foi baseada no Amor e na Caridade, hoje é um espaço onde reina a natureza.
Investimento: R$ 70,00 ( inclui transporte em ônibus executivo com ar-condicionado, banheiro, som e DVD, lanche, água e almoço).
Importante: as adesões ao passeio devem ser feitas até o dia 28 de fevereiro mediante o pagamento do pacote.
Recomendações: usar roupas leves, tênis, chapéu ou guarda-sol e protetor solar. Quem quiser descansar após o almoço pode levar rede ou colchonete.
Sobre o Movimento Proparque
O Movimento Proparque é formado por moradores do bairro Joaquim Távora e adjacências. Desde 1995 tem como missão realizar atividades em defesa do Parque Ecológico Rio Branco. Entre seus projetos destacam-se: Vejo Flores em Você, de incentivo à plantação de mudas no parque e ao cuidado com elas. Manhã Verde é outro projeto realizado com os usuários do parque e demais convidados, quando é apresentado um assunto de interesse relevante para a comunidade e para o parque. Outro projeto do Proparque é o Luau Literário, em noites de lua cheia, cuja finalidade é incentivar o uso do parque para atividades socioculturais e reunir a comunidade em clima de descontração e alegria. A Festa da Vida já é conhecida de toda a cidade de Fortaleza, quando se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente. O mais bem-sucedido projeto, porém, são os Passeios Ecológicos, cujo objetivo é promover a contemplação das diversas paisagens do nosso Estado e, ao mesmo tempo, formar modesto caixa para as atividades do Movimento Proparque. Neste 2009, a Festa da Vida teve o patrocínio dos Passeios Ecológicos, quando foi possível alugar som, imprimir materiais de divulgação, fazer camisetas, entre outras coisas. Portanto, quem participa dos passeios ajuda o Proparque em suas atividades.
Sobre os Passeios Ecológicos
Os passeios ecológicos surgiram da necessidade de recursos financeiros para as atividades do Proparque. Os projetos que são desenvolvidos pelo Movimento Proparque são custeados exclusivamente pelos Passeios Ecológicos. Portanto, quem adere aos passeios também é Proparque! Os passeios ecológicos têm, também, a finalidade de incentivar práticas ambientais saudáveis através de vivências e da contemplação dos ecossistemas visitados.
Passeios previstos em 2010:
Janeiro -> Guaramiranga
Março -> Jaguaribara
Abril -> Praia da Lagoinha
Maio -> Quixadá (visita especial à casa de Rachel de Queiroz)
Junho -> Sete Cidades ( PI)
Julho -> Acaraú
Agosto -> Serra da Ibiapaba
Setembro -> Canindé (turismo religioso)
Outubro -> Praia de Mundaú
Novembro -> Maranguape
Dezembro -> Camocim.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Carta em Defesa do Código Florestal
CARTA DE RIBEIRÃO PRETO E REGIÃO EM DEFESA DO CÓDIGO FLORESTAL
Por Justiça Ambiental, Social e Agrária
Nós, representantes de movimentos ambientalistas, sociais, sindicais e estudantis, de partidos políticos, da comunidade científica, de instituições públicas e de outras entidades da sociedade civil organizada, participantes do ATO PÚBLICO EM DEFESA DO CÓDIGO FLORESTAL, realizado no dia 29 de janeiro de 2010, na Câmara Municipal de Ribeirão Preto,
I - Considerando:
a) a tentativa de desmonte da legislação ambiental brasileira, patrocinada pela bancada ruralista do Congresso Nacional, que, em prejuízo dos interesses do povo brasileiro, apresentou diversos projetos de lei que visam revogar ou modificar o Código Florestal (Lei nº 4.771/65), a Lei de Política Nacional do Meio Ambiente (Lei nº 6.938/81), a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98) e a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (Lei nº 9.985/2000);
b) a prevalência dos interesses corporativos de grandes grupos econômicos ligados ao agronegócio nas propostas de alteração das leis ambientais, contrariando as medidas necessárias à proteção dos recursos naturais;
c) a restrita divulgação das audiências públicas promovidas pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados, capitaneada pelos ruralistas, para o debate desses projetos de lei;
d) a magnitude dos desastres ambientais causados pela perversa combinação entre mudanças climáticas, pobreza, expansão devastadora do agronegócio, pressão da especulação imobiliária e descumprimento da legislação protetiva;
e) a redução, a ocupação e a exploração das áreas de preservação permanente e de reserva legal previstas nas propostas de alteração do Código Florestal, e os prejuízos que poderão causar:
• à biodiversidade, porque reduz o número de espécies da flora e da fauna; reduz o fluxo gênico; provoca a erosão genética e a perda de habitat de espécies da fauna;
• ao equilíbrio climático, porque diminui a umidade relativa do ar; eleva as temperaturas médias; modifica o regime de chuvas que ficam cada vez mais concentradas num período do ano;
• ao ciclo hidrológico, porque reduz a vazão dos corpos d’água e favorece a sua contaminação;
• aos solos, porque diminui sua atividade microbiana; aumenta a exposição do solo aos efeitos negativos da radiação solar;
• à saúde pública, porque aumenta os índices de doenças devido ao desconforto climático, à baixa umidade relativa do ar e à invasão de vetores de microorganismos patogênicos;
f) a impunidade gerada pelo adiamento da aplicação das sanções relacionadas a infrações ambientais praticadas no Brasil;
g) o caráter perverso do padrão de produção agrícola adotado pelo agronegócio, baseado na concentração fundiária, na monocultura de exportação, no uso intensivo de agroquímicos, na exploração do trabalhador e na expulsão do homem do campo;
h) a superioridade do modelo da agricultura familiar para a geração de postos de trabalho e para a produção de alimentos;
i) o descaso do Poder Público em exigir, com base na Constituição da República, o cumprimento da função social da terra;
j) a inércia do Poder Público em desapropriar os imóveis rurais que descumprem a função ambiental, independentemente dos índices de produtividade, como autoriza a Constituição da República;
k) a inércia do Poder Público em desapropriar os imóveis rurais onde ocorrem violações às normas de proteção das relações de trabalho, independentemente dos índices de produtividade, como autoriza a Constituição da República.
II - Reivindicamos:
a) a manutenção da legislação ambiental vigente;
b) a plena e imediata recuperação ambiental das áreas de preservação permanente e de reserva legal;
c) a criação de programa nacional de adequação socioambiental das pequenas unidades de produtores rurais e dos assentamentos da reforma agrária, que contemple:
• estímulo à policultura, à produção agrícola sustentável, à geração de postos de trabalho no campo, à agricultura orgânica, à implantação de agroflorestas;
• programa de assistência técnica contínua e com qualificação para o manejo ambiental;
• fomento para recuperação de áreas de preservação permanente e de reserva legal;
• política de comercialização da produção familiar, para evitar que a agricultura convencional exerça pressão sobre a área preservada;
d) a abertura de amplo processo de debate com a sociedade a respeito dos temas acima elencados;
e) a ampla e prévia divulgação das audiências públicas promovidas pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados, para que todos os segmentos da sociedade civil possam efetivamente delas participar.
III – Não aceitaremos: (proposta de redação – autor Mauro)
a) a submissão da dignidade humana e do bem comum aos desígnios do mercado;
b) a subversão do princípio democrático, consagrado nas Constituições contemporâneas, que determina a supremacia do interesse socioambiental sobre o privado;
c) a desqualificação da legislação ambiental;
Nessa quadra da História, o retrocesso na proteção ambiental é inadmissível.
ENTIDADES QUE APOIAM A CARTA DE RIBEIRÃO PRETO EM DEFESA DO CÓDIGO FLORESTAL
(por ordem alfabética)
1. ABEEF – Associação de Estudantes de Engenharia Florestal
2. ABEF – Associação Brasileira dos Estudantes de Filosofia
3. Acampamento Independente – Guaiçara/SP
4. ADA – Agência de Desenvolvimento de Araraquara /SP
5. ADUSP – Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo
6. Agenda Ambiental – Núcleo de Política e Ciência Ambiental – Depto. Biologia – FFCLRP – USP
7. AMAR – Associação de Mães e Amigos de Adolescentes em Risco
8. ANATEC – Associação Nacional de Assistência Técnica da Reforma Agrária
9. ANEL – Assembléia Nacional dos Estudantes Livres
10. ANPG – Associação Nacional de Pós-Graduandos
11. ANPRA – Associação Nacional de Apoio a Reforma Agrária
12. ANVB – Associação Nacional dos Violeiros do Brasil
13. APEOESP – Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo - Subsede de Ribeirão Preto
14. Associação Ambientalista de Marília ORIGEM
15. Associação Amigos do Arquivo Público Municipal de Ribeirão Preto
16. Associação Amigos do Memorial da Classe Operária
17. Associação Cultural e Ecológica Pau-Brasil
18. Associação Cultural Humanística
19. Associação Olhos D’Água
20. Associação Pró-Fitoterapia de Ribeirão Preto
21. AVA – Associação Vida Animal
22. CACB – Centro Acadêmico de Ciências Biológicas – ESALQ-USP
23. CAER – Centro Acadêmico Emílio Ribas – Nutrição - USP
24. CAFI – Centro Acadêmico da Filosofia USP – RP
25. CAHIS – Centro Acadêmico de História - UNIFESP
26. CALC – Centro Acadêmico Lupe Cotrim – ECA-USP
27. CATO – Centro Acadêmico de Terapia Ocupacional – USP
28. CEB – Centro Estudantil da Biologia “Maria Madalena da Costa Teles” – USP- RP
29. CEBES – Centro Brasileiro de Estudos de Saúde
30. CEDHEP – Centro de Direitos Humanos e Educação Popular – Ribeirão Preto
31. CEEFLORUSP – Centro de Estudos e Extensão Florestal da USP-Ribeirão Preto
32. Cedro-Mulher – Centro de Defesa dos Direitos da Mulher
33. CELACC – Centro de Estudos Latino-americanos de Comunicação e Cultura – ECA – USP
34. Centro Acadêmico Biologia – UFSCar – São Carlos
35. Centro Acadêmico Professor Paulo Freire – USP -SP
36. Centro Acadêmico Rui Barbosa da Escola de Educação Física e Esporte da USP
37. Centro Acadêmico de Tecnologia da Unicamp – Limeira - SP
38. Centro Cultural Orùnmilá – Ribeirão Preto
39. Centro de Formação Dom Hélder Câmara
40. CES – Centro dos Estudantes de Santos
41. CEUNSP – Itu-SP
42. Ciranda em Defesa da Educação Infantil Pública, Gratuita e de Qualidade
43. Círculo de Ação Popular José Rosa Melo – CAP-Quintino
44. Coletivo Educador Ipê Roxo
45. Coletivo Universidade Popular da Unicamp – Campinas -SP
46. Comitê em Defesa da Reserva Legal – Ribeirão Preto
47. CONLUTAS – Coordenação Nacional de Lutas
48. COOPERECOS – Cooperativa de Manejo da Agrobiodiversidade do Assentamento Sepé Tiarajú
49. CUT – Central Única dos Trabalhadores – Estadual São Paulo e Subsede de Ribeirão Preto
50. DAMAC – Diretório Acadêmico Mackenzie – SP
51. DC AGRO – Diretório do Curso de Agronomia - ESALQ-USP
52. DCE –USP – Diretório Central dos Estudantes Livre Alexandre Vanucchi – Leme -SP
53. Diretório Acadêmico da Biologia – Barão de Mauá – Ribeirão Preto
54. ECOSURFI – Entidade Ecológica dos Surfistas – Itanhaém-SP
55. EIV-SP — Estágio Interdisciplinar de Vivência-São Paulo
56. ENEBIO – Entidade Nacional de Estudantes de Biologia
57. ENESSO – Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social
58. Entidade Ambientalista Ibiré
59. Estação Luz Espaço Experimental de Tecnologias Sociais
60. EXNEEF — Executiva Nacional de Educação Física
61. Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia de São Paulo
62. FEAB – Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil
63. FEPARDO – Federação Pardo Grande de Entidades Ecológicas e Ambientalistas
64. FERAESP – Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo
65. Fórum dos Cursinhos Populares de Ribeirão Preto e Região
66. Fórum dos Movimentos Sociais BR 163/PA – Campo Verde – Itaituba-PA
67. Frente Popular Dario Santillan - Argentina
68. FREPOP – Fórum de Educação Popular – Lins – SP
69. GEA – Grupo de Estudos Ambientais da USP - SP
70. Grupo de Pesquisa Educação e Direito na Sociedade Brasileira Contemporânea – Departamento de Educação UFSCar – São Carlos/SP
71. GREENPEACE
72. Grupo de Pesquisa Educação e Direito na Sociedade Brasileira Contemporânea – UFSCar
73. GP – DARAF - Grupo Pesquisas para o Desenvolvimento dos Assentamentos Rurais e da Agricultura Familiar – ESALQ-USP
74. Grupo de Pesquisa Trabalho, Organização Social e Comunitária – Depto. Psicologia - UFSCar
75. Instituto Ambiente em Foco – Piracicaba - SP
76. Instituto Cultural Lindolpho Silva
77. Instituto de Educação e Pesquisa Ambiental Planeta Verde – Taquaritinga
78. MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens
79. Movimento Estudantil A Hora é Essa Ousar Lutar, Ousar Vencer
80. MEGaia – Movimento Estudantil Gaia – Barão de Mauá – Ribeirão Preto
81. MLST – Movimento de Libertação dos Sem Terra
82. Movimento das Artes – Ribeirão Preto
83. Movimento do Ministério Público Democrático
84. Movimento da Não Violência - Franca
85. MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
86. MULECA – Movimento Universitário Livre de Educação Cultura e Arte
87. NATRA – Núcleo Agrário “Terra e Raiz” – UNESP - Franca
88. NEPA – Núcleo de Pesquisa em Política Ambiental – EESC-USP
89. NEPED – Núcleo de Estudos e Pesquisas Sociais em Desastres – Depto. Sociologia – UFSCar
90. NEPA – Núcleo de Pesquisa em Política Ambiental –Programa de Pós-Graduação em Ciências da Engenharia Ambiental – da Escola de Engenharia USP –São Carlos/SP
91. OCA – Laboratório de Educação e Política Ambiental – ESALQ - USP
92. ONG Ribeirão Em Cena
93. Organizacion Nacional “ La Minga ” - Colombia
94. Pastorais Sociais da Arquidiocese de Ribeirão Preto
95. Pastoral da Terra e dos Trabalhadores Migrantes – Lins - SP
96. PCB – Partido Comunista Brasileiro — Secretaria Estadual
97. PCdoB – Partido Comunista do Brasil – Comitê Municipal
98. PDT – Partido Democrático Trabalhista
99. PRÁXIS – Instituto de Políticas Públicas
100. PRODEMA – Proteção e Defesa do Meio Ambiente – Jandira-SP
101. PSOL – Partido Socialismo e Liberdade
102. PSTU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados
103. PT – Partido dos Trabalhadores – Diretório Municipal de Ribeirão Preto
104. PV – Partido Verde – Araraquara
105. PV – Partido Verde - Nordeste Paulista
106. PV – Partido Verde - Franca
107. Rede de ONGs da Mata Atlântica
108. SAJU – Serviço de Assessoria Jurídica Universitária - Direito -SP
109. SARA – Serviço de Aprendizagem Rural ao Adolescente – Cravinhos-SP
110. SASP – Sindicato dos Arquitetos do Estado de São Paulo
111. Secretaria Acadêmica Pró-Ambiental – Engenharia Ambiental – USP – São Carlos
112. Seminário Gramsci
113. Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto
114. Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos – Ribeirão Preto
115. Sindicato dos Trabalhadores Rurais União e Luta – Paraguaçu Paulista - SP
116. SINSPREV – Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência – Ribeirão Preto
117. Sociedade Ecológica Boca da Mata - Cajuru
118. S.O.S. Mata Atlântica
119. Teia da Vida – Vivências Ambientais
120. UBES – União Brasileira dos Estudantes Secundaristas
121. UEE – União Estadual dos Estudantes – São Paulo
122. UJS – União da Juventude Socialista
123. UNE – União Nacional dos Estudantes
124. UPES – União Paulista dos Estudantes Secundaristas
125. Via Campesina[1]
[1] Atualização em 01.2.2010 – 12h10
Por Justiça Ambiental, Social e Agrária
Nós, representantes de movimentos ambientalistas, sociais, sindicais e estudantis, de partidos políticos, da comunidade científica, de instituições públicas e de outras entidades da sociedade civil organizada, participantes do ATO PÚBLICO EM DEFESA DO CÓDIGO FLORESTAL, realizado no dia 29 de janeiro de 2010, na Câmara Municipal de Ribeirão Preto,
I - Considerando:
a) a tentativa de desmonte da legislação ambiental brasileira, patrocinada pela bancada ruralista do Congresso Nacional, que, em prejuízo dos interesses do povo brasileiro, apresentou diversos projetos de lei que visam revogar ou modificar o Código Florestal (Lei nº 4.771/65), a Lei de Política Nacional do Meio Ambiente (Lei nº 6.938/81), a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98) e a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (Lei nº 9.985/2000);
b) a prevalência dos interesses corporativos de grandes grupos econômicos ligados ao agronegócio nas propostas de alteração das leis ambientais, contrariando as medidas necessárias à proteção dos recursos naturais;
c) a restrita divulgação das audiências públicas promovidas pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados, capitaneada pelos ruralistas, para o debate desses projetos de lei;
d) a magnitude dos desastres ambientais causados pela perversa combinação entre mudanças climáticas, pobreza, expansão devastadora do agronegócio, pressão da especulação imobiliária e descumprimento da legislação protetiva;
e) a redução, a ocupação e a exploração das áreas de preservação permanente e de reserva legal previstas nas propostas de alteração do Código Florestal, e os prejuízos que poderão causar:
• à biodiversidade, porque reduz o número de espécies da flora e da fauna; reduz o fluxo gênico; provoca a erosão genética e a perda de habitat de espécies da fauna;
• ao equilíbrio climático, porque diminui a umidade relativa do ar; eleva as temperaturas médias; modifica o regime de chuvas que ficam cada vez mais concentradas num período do ano;
• ao ciclo hidrológico, porque reduz a vazão dos corpos d’água e favorece a sua contaminação;
• aos solos, porque diminui sua atividade microbiana; aumenta a exposição do solo aos efeitos negativos da radiação solar;
• à saúde pública, porque aumenta os índices de doenças devido ao desconforto climático, à baixa umidade relativa do ar e à invasão de vetores de microorganismos patogênicos;
f) a impunidade gerada pelo adiamento da aplicação das sanções relacionadas a infrações ambientais praticadas no Brasil;
g) o caráter perverso do padrão de produção agrícola adotado pelo agronegócio, baseado na concentração fundiária, na monocultura de exportação, no uso intensivo de agroquímicos, na exploração do trabalhador e na expulsão do homem do campo;
h) a superioridade do modelo da agricultura familiar para a geração de postos de trabalho e para a produção de alimentos;
i) o descaso do Poder Público em exigir, com base na Constituição da República, o cumprimento da função social da terra;
j) a inércia do Poder Público em desapropriar os imóveis rurais que descumprem a função ambiental, independentemente dos índices de produtividade, como autoriza a Constituição da República;
k) a inércia do Poder Público em desapropriar os imóveis rurais onde ocorrem violações às normas de proteção das relações de trabalho, independentemente dos índices de produtividade, como autoriza a Constituição da República.
II - Reivindicamos:
a) a manutenção da legislação ambiental vigente;
b) a plena e imediata recuperação ambiental das áreas de preservação permanente e de reserva legal;
c) a criação de programa nacional de adequação socioambiental das pequenas unidades de produtores rurais e dos assentamentos da reforma agrária, que contemple:
• estímulo à policultura, à produção agrícola sustentável, à geração de postos de trabalho no campo, à agricultura orgânica, à implantação de agroflorestas;
• programa de assistência técnica contínua e com qualificação para o manejo ambiental;
• fomento para recuperação de áreas de preservação permanente e de reserva legal;
• política de comercialização da produção familiar, para evitar que a agricultura convencional exerça pressão sobre a área preservada;
d) a abertura de amplo processo de debate com a sociedade a respeito dos temas acima elencados;
e) a ampla e prévia divulgação das audiências públicas promovidas pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados, para que todos os segmentos da sociedade civil possam efetivamente delas participar.
III – Não aceitaremos: (proposta de redação – autor Mauro)
a) a submissão da dignidade humana e do bem comum aos desígnios do mercado;
b) a subversão do princípio democrático, consagrado nas Constituições contemporâneas, que determina a supremacia do interesse socioambiental sobre o privado;
c) a desqualificação da legislação ambiental;
Nessa quadra da História, o retrocesso na proteção ambiental é inadmissível.
ENTIDADES QUE APOIAM A CARTA DE RIBEIRÃO PRETO EM DEFESA DO CÓDIGO FLORESTAL
(por ordem alfabética)
1. ABEEF – Associação de Estudantes de Engenharia Florestal
2. ABEF – Associação Brasileira dos Estudantes de Filosofia
3. Acampamento Independente – Guaiçara/SP
4. ADA – Agência de Desenvolvimento de Araraquara /SP
5. ADUSP – Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo
6. Agenda Ambiental – Núcleo de Política e Ciência Ambiental – Depto. Biologia – FFCLRP – USP
7. AMAR – Associação de Mães e Amigos de Adolescentes em Risco
8. ANATEC – Associação Nacional de Assistência Técnica da Reforma Agrária
9. ANEL – Assembléia Nacional dos Estudantes Livres
10. ANPG – Associação Nacional de Pós-Graduandos
11. ANPRA – Associação Nacional de Apoio a Reforma Agrária
12. ANVB – Associação Nacional dos Violeiros do Brasil
13. APEOESP – Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo - Subsede de Ribeirão Preto
14. Associação Ambientalista de Marília ORIGEM
15. Associação Amigos do Arquivo Público Municipal de Ribeirão Preto
16. Associação Amigos do Memorial da Classe Operária
17. Associação Cultural e Ecológica Pau-Brasil
18. Associação Cultural Humanística
19. Associação Olhos D’Água
20. Associação Pró-Fitoterapia de Ribeirão Preto
21. AVA – Associação Vida Animal
22. CACB – Centro Acadêmico de Ciências Biológicas – ESALQ-USP
23. CAER – Centro Acadêmico Emílio Ribas – Nutrição - USP
24. CAFI – Centro Acadêmico da Filosofia USP – RP
25. CAHIS – Centro Acadêmico de História - UNIFESP
26. CALC – Centro Acadêmico Lupe Cotrim – ECA-USP
27. CATO – Centro Acadêmico de Terapia Ocupacional – USP
28. CEB – Centro Estudantil da Biologia “Maria Madalena da Costa Teles” – USP- RP
29. CEBES – Centro Brasileiro de Estudos de Saúde
30. CEDHEP – Centro de Direitos Humanos e Educação Popular – Ribeirão Preto
31. CEEFLORUSP – Centro de Estudos e Extensão Florestal da USP-Ribeirão Preto
32. Cedro-Mulher – Centro de Defesa dos Direitos da Mulher
33. CELACC – Centro de Estudos Latino-americanos de Comunicação e Cultura – ECA – USP
34. Centro Acadêmico Biologia – UFSCar – São Carlos
35. Centro Acadêmico Professor Paulo Freire – USP -SP
36. Centro Acadêmico Rui Barbosa da Escola de Educação Física e Esporte da USP
37. Centro Acadêmico de Tecnologia da Unicamp – Limeira - SP
38. Centro Cultural Orùnmilá – Ribeirão Preto
39. Centro de Formação Dom Hélder Câmara
40. CES – Centro dos Estudantes de Santos
41. CEUNSP – Itu-SP
42. Ciranda em Defesa da Educação Infantil Pública, Gratuita e de Qualidade
43. Círculo de Ação Popular José Rosa Melo – CAP-Quintino
44. Coletivo Educador Ipê Roxo
45. Coletivo Universidade Popular da Unicamp – Campinas -SP
46. Comitê em Defesa da Reserva Legal – Ribeirão Preto
47. CONLUTAS – Coordenação Nacional de Lutas
48. COOPERECOS – Cooperativa de Manejo da Agrobiodiversidade do Assentamento Sepé Tiarajú
49. CUT – Central Única dos Trabalhadores – Estadual São Paulo e Subsede de Ribeirão Preto
50. DAMAC – Diretório Acadêmico Mackenzie – SP
51. DC AGRO – Diretório do Curso de Agronomia - ESALQ-USP
52. DCE –USP – Diretório Central dos Estudantes Livre Alexandre Vanucchi – Leme -SP
53. Diretório Acadêmico da Biologia – Barão de Mauá – Ribeirão Preto
54. ECOSURFI – Entidade Ecológica dos Surfistas – Itanhaém-SP
55. EIV-SP — Estágio Interdisciplinar de Vivência-São Paulo
56. ENEBIO – Entidade Nacional de Estudantes de Biologia
57. ENESSO – Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social
58. Entidade Ambientalista Ibiré
59. Estação Luz Espaço Experimental de Tecnologias Sociais
60. EXNEEF — Executiva Nacional de Educação Física
61. Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia de São Paulo
62. FEAB – Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil
63. FEPARDO – Federação Pardo Grande de Entidades Ecológicas e Ambientalistas
64. FERAESP – Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo
65. Fórum dos Cursinhos Populares de Ribeirão Preto e Região
66. Fórum dos Movimentos Sociais BR 163/PA – Campo Verde – Itaituba-PA
67. Frente Popular Dario Santillan - Argentina
68. FREPOP – Fórum de Educação Popular – Lins – SP
69. GEA – Grupo de Estudos Ambientais da USP - SP
70. Grupo de Pesquisa Educação e Direito na Sociedade Brasileira Contemporânea – Departamento de Educação UFSCar – São Carlos/SP
71. GREENPEACE
72. Grupo de Pesquisa Educação e Direito na Sociedade Brasileira Contemporânea – UFSCar
73. GP – DARAF - Grupo Pesquisas para o Desenvolvimento dos Assentamentos Rurais e da Agricultura Familiar – ESALQ-USP
74. Grupo de Pesquisa Trabalho, Organização Social e Comunitária – Depto. Psicologia - UFSCar
75. Instituto Ambiente em Foco – Piracicaba - SP
76. Instituto Cultural Lindolpho Silva
77. Instituto de Educação e Pesquisa Ambiental Planeta Verde – Taquaritinga
78. MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens
79. Movimento Estudantil A Hora é Essa Ousar Lutar, Ousar Vencer
80. MEGaia – Movimento Estudantil Gaia – Barão de Mauá – Ribeirão Preto
81. MLST – Movimento de Libertação dos Sem Terra
82. Movimento das Artes – Ribeirão Preto
83. Movimento do Ministério Público Democrático
84. Movimento da Não Violência - Franca
85. MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
86. MULECA – Movimento Universitário Livre de Educação Cultura e Arte
87. NATRA – Núcleo Agrário “Terra e Raiz” – UNESP - Franca
88. NEPA – Núcleo de Pesquisa em Política Ambiental – EESC-USP
89. NEPED – Núcleo de Estudos e Pesquisas Sociais em Desastres – Depto. Sociologia – UFSCar
90. NEPA – Núcleo de Pesquisa em Política Ambiental –Programa de Pós-Graduação em Ciências da Engenharia Ambiental – da Escola de Engenharia USP –São Carlos/SP
91. OCA – Laboratório de Educação e Política Ambiental – ESALQ - USP
92. ONG Ribeirão Em Cena
93. Organizacion Nacional “ La Minga ” - Colombia
94. Pastorais Sociais da Arquidiocese de Ribeirão Preto
95. Pastoral da Terra e dos Trabalhadores Migrantes – Lins - SP
96. PCB – Partido Comunista Brasileiro — Secretaria Estadual
97. PCdoB – Partido Comunista do Brasil – Comitê Municipal
98. PDT – Partido Democrático Trabalhista
99. PRÁXIS – Instituto de Políticas Públicas
100. PRODEMA – Proteção e Defesa do Meio Ambiente – Jandira-SP
101. PSOL – Partido Socialismo e Liberdade
102. PSTU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados
103. PT – Partido dos Trabalhadores – Diretório Municipal de Ribeirão Preto
104. PV – Partido Verde – Araraquara
105. PV – Partido Verde - Nordeste Paulista
106. PV – Partido Verde - Franca
107. Rede de ONGs da Mata Atlântica
108. SAJU – Serviço de Assessoria Jurídica Universitária - Direito -SP
109. SARA – Serviço de Aprendizagem Rural ao Adolescente – Cravinhos-SP
110. SASP – Sindicato dos Arquitetos do Estado de São Paulo
111. Secretaria Acadêmica Pró-Ambiental – Engenharia Ambiental – USP – São Carlos
112. Seminário Gramsci
113. Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto
114. Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos – Ribeirão Preto
115. Sindicato dos Trabalhadores Rurais União e Luta – Paraguaçu Paulista - SP
116. SINSPREV – Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência – Ribeirão Preto
117. Sociedade Ecológica Boca da Mata - Cajuru
118. S.O.S. Mata Atlântica
119. Teia da Vida – Vivências Ambientais
120. UBES – União Brasileira dos Estudantes Secundaristas
121. UEE – União Estadual dos Estudantes – São Paulo
122. UJS – União da Juventude Socialista
123. UNE – União Nacional dos Estudantes
124. UPES – União Paulista dos Estudantes Secundaristas
125. Via Campesina[1]
[1] Atualização em 01.2.2010 – 12h10
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Navios Furtam Água Doce do Brasil
Navios-tanque traficam água de rios da Amazônia
fevereiro 6, 2010 in Água | Tags: Amazônia, Águas, Crime Ambiental, Descaso Ambiental, Direito Ambiental, Hidropirataria, Legislação Ambiental, Rio Amazonas, Tráfico de água doce
Por Chico Araújo, da Agência Amazônia
BRASÍLIA – É assustador o tráfico de água doce no Brasil. A denúncia está na revista jurídica Consulex 310, de dezembro do ano passado, num texto sobre a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o mercado internacional de água. A revista denuncia: “Navios-tanque estão retirando sorrateiramente água do Rio Amazonas”. Empresas internacionais até já criarem novas tecnologias para a captação da água. Uma delas, a Nordic Water Supply Co., empresa da Noruega, já firmou contrato de exportação de água com essa técnica para a Grécia, Oriente Médio, Madeira e Caribe.
Conforme a revista, a captação geralmente é feito no ponto que o rio deságua no Oceano Atlântico. Estima-se que cada embarcação seja abastecida com 250 milhões de litros de água doce, para engarrafamento na Europa e Oriente Médio. Diz a revista ser grande o interesse pela água farta do Brasil, considerando que é mais barato tratar águas usurpadas (US$ 0,80 o metro cúbico) do que realizar a dessalinização das águas oceânicas (US$ 1,50).
Há trás anos, a Agência Amazônia também denunciou a prática nefasta. Até agora, ao que se sabe nada de concreto foi feito para coibir o crime batizado de hidropirataria. Para a revista Consulex, “essa prática ilegal, no então, não pode ser negligenciada pelas autoridades brasileiras, tendo em vida que são considerados bens da União os lagos, os rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seus domínio (CF, art. 20, III).
Outro dispositivo, a Lei nº 9.984, de 17 de julho de 2000, atribui à Agência Nacional de Águas (ANA), entre outros órgãos federais, a fiscalização dos recursos hídricos de domínio da União. A lei ainda prevê os mecanismos de outorga de utilização desse direito. Assinado pela advogada Ilma de Camargos Pereira Barcellos, o artigo ainda destaca que a água é um bem ambiental de uso comum da humanidade. “É recurso vital. Dela depende a vida no planeta. Por isso mesmo impõe-se salvaguardar os recursos hídricos do País de interesses econômicos ou políticos internacionais”, defende a autora.
Segundo Ilma Barcellos, o transporte internacional de água já é realizado através de grandes petroleiros. Eles saem de seu país de origem carregados de petróleo e retornam com água. Por exemplo, os navios-tanque partem do Alaska, Estados Unidos – primeira jurisdição a permitir a exportação de água – com destino à China e ao Oriente Médio carregando milhões de litros de água.
Nesse comércio, até uma nova tecnologia já foi introduzida no transporte transatlântico de água: as bolsas de água. A técnica já é utilizada no Reino Unido, Noruega ou Califórnia. O tamanho dessas bolsas excede ao de muitos navios juntos, destaca a revista Consulex. “Sua capacidade [a dos navios] é muito superior à dos superpetroleiros”. Ainda de acordo com a revista, as bolsas podem ser projetadas de acordo com necessidade e a quantidade de água e puxadas por embarcações rebocadoras convencionais.
Há seis anos, o jornalista Erick Von Farfan também denunciou o caso. Numa reportagem no site eco21 lembrava que, depois de sofrer com a biopirataria, com o roubo de minérios e madeiras nobres, agora a Amazônia está enfrentando o tráfico de água doce. A nova modalidade de saque aos recursos naturais foi identificada por Farfan de hidropirataria. Segundo ele, os cientistas e autoridades brasileiras foram informadas que navios petroleiros estão reabastecendo seus reservatórios no Rio Amazonas antes de sair das águas nacionais.
Farfan ouviu Ivo Brasil, Diretor de Outorga, Cobrança e Fiscalização da Agência Nacional de Águas. O dirigente disse saber desta ação ilegal. Contudo, ele aguarda uma denúncia oficial chegar à entidade para poder tomar as providências necessárias. “Só assim teremos condições legais para agir contra essa apropriação indevida”, afirmou.
O dirigente está preocupado com a situação. Precisa, porém, dos amparos legais para mobilizar tanto a Marinha como a Polícia Federal, que necessitam de comprovação do ato criminoso para promover uma operação na foz dos rios de toda a região amazônica próxima ao Oceano Atlântico. “Tenho ouvido comentários neste sentido, mas ainda nada foi formalizado”, observa.
Águas amazônicas
Segundo Farfan, o tráfico pode ter ligações diretas com empresas multinacionais, pesquisadores estrangeiros autônomos ou missões religiosas internacionais. Também lembra que até agora nem mesmo com o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) foi possível conter os contrabandos e a interferência externa dentro da região.
A hidropirataria também é conhecida dos pesquisadores da Petrobrás e de órgãos públicos estaduais do Amazonas. A informação deste novo crime chegou, de maneira não oficial, ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), órgão do governo local. “Uma mobilização até o local seria extremamente dispendiosa e necessitaríamos do auxílio tanto de outros órgãos como da comunidade para coibir essa prática”, reafirmou Ivo Brasil.
A captação é feita pelos petroleiros na foz do rio ou já dentro do curso de água doce. Somente o local do deságüe do Amazonas no Atlântico tem 320 km de extensão e fica dentro do território do Amapá. Neste lugar, a profundidade média é em torno de 50 m, o que suportaria o trânsito de um grande navio cargueiro. O contrabando é facilitado pela ausência de fiscalização na área.
Essa água, apesar de conter uma gama residual imensa e a maior parte de origem mineral, pode ser facilmente tratada. Para empresas engarrafadoras, tanto da Europa como do Oriente Médio, trabalhar com essa água mesmo no estado bruto representaria uma grande economia. O custo por litro tratado seria muito inferior aos processos de dessalinizar águas subterrâneas ou oceânicas. Além de livrar-se do pagamento das altas taxas de utilização das águas de superfície existentes, principalmente, dos rios europeus. Abaixo, alguns trechos da reportagem de Erick Von Farfan:
O diretor de operações da empresa Águas do Amazonas, o engenheiro Paulo Edgard Fiamenghi, trata as águas do Rio Negro, que abastece Manaus, por processos convencionais. E reconhece que esse procedimento seria de baixo custo para países com grandes dificuldades em obter água potável. “Levar água para se tratar no processo convencional é muito mais barato que o tratamento por osmose reversa”, comenta.
O avanço sobre as reservas hídricas do maior complexo ambiental do mundo, segundo os especialistas, pode ser o começo de um processo desastroso para a Amazônia. E isto surge num momento crítico, cujos esforços estão concentrados em reduzir a destruição da flora e da fauna, abrandando também a pressão internacional pela conservação dos ecossistemas locais.
Entretanto, no meio científico ninguém poderia supor que o manancial hídrico seria a próxima vítima da pirataria ambiental. Porém os pesquisadores brasileiros questionam o real interesse em se levar as águas amazônicas para outros continentes. O que suscita novamente o maior drama amazônico, o roubo de seus organismos vivos. “Podem estar levando água, peixes ou outras espécies e isto envolve diretamente a soberania dos países na região”, argumentou Martini.
A mesma linha de raciocínio é utilizada pelo professor do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Universidade Federal do Paraná, Ary Haro. Para ele, o simples roubo de água doce está longe de ser vantajoso no aspecto econômico. “Como ainda é desconhecido, só podemos formular teorias e uma delas pode estar ligada ao contrabando de peixes ou mesmo de microorganismos”, observou.
Essa suposição também é tida como algo possível para Fiamenghi, pois o volume levado na nova modalidade, denominada “hidropirataria” seria relativamente pequeno. Um navio petroleiro armazenaria o equivalente a meio dia de água utilizada pela cidade de Manaus, de 1,5 milhão de habitantes. “Desconheço esse caso, mas podemos estar diante de outros interesses além de se levar apenas água doce”, comentou.
Segundo o pesquisador do Inpe, a saturação dos recursos hídricos utilizáveis vem numa progressão mundial e a Amazônia é considerada a grande reserva do Planeta para os próximos mil anos. Pelos seus cálculos, 12% da água doce de superfície se encontram no território amazônico. “Essa é uma estimativa extremamente conservadora, há os que defendem 26% como o número mais preciso”, explicou.
Em todo o Planeta, dois terços são ocupados por oceanos, mares e rios. Porém, somente 3% desse volume são de água doce. Um índice baixo, que se torna ainda menor se for excluído o percentual encontrado no estado sólido, como nas geleiras polares e nos cumes das grandes cordilheiras. Contando ainda com as águas subterrâneas.
Atualmente, na superfície do Planeta, a água em estado líquido, representa menos de 1% deste total disponível.
A previsão é que num período entre 100 e 150 anos, as guerras sejam motivadas pela detenção dos recursos hídricos utilizáveis no consumo humano e em suas diversas atividades, com a agricultura. Muito disto se daria pela quebra dos regimes de chuvas, causada pelo aquecimento global. Isto alteraria profundamente o cenário hidrológico mundial, trazendo estiagem mais longas, menores índices pluviométricos, além do degelo das reservas polares e das neves permanentes.
Sob esse aspecto, a Amazônia se transforma num local estratégico. Muito devido às suas características particulares, como o fato de ser a maior bacia existente na Terra e deter a mais complexa rede hidrográfica do planeta, com mais de mil afluentes. Diante deste quadro, a conclusão é óbvia: a sobrevivência da biodiversidade mundial passa pela preservação desta reserva.
Mas a importância deste reduto natural poderá ser, num futuro próximo, sinônimo de riscos à soberania dos territórios panamazônicos. O que significa dizer que o Brasil seria um alvo prioritário numa eventual tentativa de se internacionalizar esses recursos, como já ocorre no caso das patentes de produtos derivados de espécies amazônicas. Pois 63,88% das águas que formam o rio se encontram dentro dos limites nacionais.
Esse potencial conflito é algo que projetos como o Sistema de Vigilância da Amazônia procuram minimizar. Outro aspecto a ser contornado é a falta de monitoramento da foz do rio. A cobertura de nuvens em toda Amazônia é intensa e os satélites de sensoriamento remoto não conseguem obter imagens do local. Já os satélites de captação de imagens via radar, que conseguiriam furar o bloqueio das nuvens e detectar os navios, estão operando mais ao norte.
As águas amazônicas representam 68% de todo volume hídrico existente no Brasil. E sua importância para o futuro da humanidade é fundamental. Entre 1970 e 1995 a quantidade de água disponível para cada habitante do mundo caiu 37% em todo mundo, e atualmente cerca de 1,4 bilhão de pessoas não têm acesso a água limpa. Segundo a Water World Vision, somente o Rio Amazonas e o Congo podem ser qualificados como limpos.
Fonte: (Envolverde/Agência Amazônia) e os Verdes/Tapes
www.agenciaamazonia.com.br
fevereiro 6, 2010 in Água | Tags: Amazônia, Águas, Crime Ambiental, Descaso Ambiental, Direito Ambiental, Hidropirataria, Legislação Ambiental, Rio Amazonas, Tráfico de água doce
Por Chico Araújo, da Agência Amazônia
BRASÍLIA – É assustador o tráfico de água doce no Brasil. A denúncia está na revista jurídica Consulex 310, de dezembro do ano passado, num texto sobre a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o mercado internacional de água. A revista denuncia: “Navios-tanque estão retirando sorrateiramente água do Rio Amazonas”. Empresas internacionais até já criarem novas tecnologias para a captação da água. Uma delas, a Nordic Water Supply Co., empresa da Noruega, já firmou contrato de exportação de água com essa técnica para a Grécia, Oriente Médio, Madeira e Caribe.
Conforme a revista, a captação geralmente é feito no ponto que o rio deságua no Oceano Atlântico. Estima-se que cada embarcação seja abastecida com 250 milhões de litros de água doce, para engarrafamento na Europa e Oriente Médio. Diz a revista ser grande o interesse pela água farta do Brasil, considerando que é mais barato tratar águas usurpadas (US$ 0,80 o metro cúbico) do que realizar a dessalinização das águas oceânicas (US$ 1,50).
Há trás anos, a Agência Amazônia também denunciou a prática nefasta. Até agora, ao que se sabe nada de concreto foi feito para coibir o crime batizado de hidropirataria. Para a revista Consulex, “essa prática ilegal, no então, não pode ser negligenciada pelas autoridades brasileiras, tendo em vida que são considerados bens da União os lagos, os rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seus domínio (CF, art. 20, III).
Outro dispositivo, a Lei nº 9.984, de 17 de julho de 2000, atribui à Agência Nacional de Águas (ANA), entre outros órgãos federais, a fiscalização dos recursos hídricos de domínio da União. A lei ainda prevê os mecanismos de outorga de utilização desse direito. Assinado pela advogada Ilma de Camargos Pereira Barcellos, o artigo ainda destaca que a água é um bem ambiental de uso comum da humanidade. “É recurso vital. Dela depende a vida no planeta. Por isso mesmo impõe-se salvaguardar os recursos hídricos do País de interesses econômicos ou políticos internacionais”, defende a autora.
Segundo Ilma Barcellos, o transporte internacional de água já é realizado através de grandes petroleiros. Eles saem de seu país de origem carregados de petróleo e retornam com água. Por exemplo, os navios-tanque partem do Alaska, Estados Unidos – primeira jurisdição a permitir a exportação de água – com destino à China e ao Oriente Médio carregando milhões de litros de água.
Nesse comércio, até uma nova tecnologia já foi introduzida no transporte transatlântico de água: as bolsas de água. A técnica já é utilizada no Reino Unido, Noruega ou Califórnia. O tamanho dessas bolsas excede ao de muitos navios juntos, destaca a revista Consulex. “Sua capacidade [a dos navios] é muito superior à dos superpetroleiros”. Ainda de acordo com a revista, as bolsas podem ser projetadas de acordo com necessidade e a quantidade de água e puxadas por embarcações rebocadoras convencionais.
Há seis anos, o jornalista Erick Von Farfan também denunciou o caso. Numa reportagem no site eco21 lembrava que, depois de sofrer com a biopirataria, com o roubo de minérios e madeiras nobres, agora a Amazônia está enfrentando o tráfico de água doce. A nova modalidade de saque aos recursos naturais foi identificada por Farfan de hidropirataria. Segundo ele, os cientistas e autoridades brasileiras foram informadas que navios petroleiros estão reabastecendo seus reservatórios no Rio Amazonas antes de sair das águas nacionais.
Farfan ouviu Ivo Brasil, Diretor de Outorga, Cobrança e Fiscalização da Agência Nacional de Águas. O dirigente disse saber desta ação ilegal. Contudo, ele aguarda uma denúncia oficial chegar à entidade para poder tomar as providências necessárias. “Só assim teremos condições legais para agir contra essa apropriação indevida”, afirmou.
O dirigente está preocupado com a situação. Precisa, porém, dos amparos legais para mobilizar tanto a Marinha como a Polícia Federal, que necessitam de comprovação do ato criminoso para promover uma operação na foz dos rios de toda a região amazônica próxima ao Oceano Atlântico. “Tenho ouvido comentários neste sentido, mas ainda nada foi formalizado”, observa.
Águas amazônicas
Segundo Farfan, o tráfico pode ter ligações diretas com empresas multinacionais, pesquisadores estrangeiros autônomos ou missões religiosas internacionais. Também lembra que até agora nem mesmo com o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) foi possível conter os contrabandos e a interferência externa dentro da região.
A hidropirataria também é conhecida dos pesquisadores da Petrobrás e de órgãos públicos estaduais do Amazonas. A informação deste novo crime chegou, de maneira não oficial, ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), órgão do governo local. “Uma mobilização até o local seria extremamente dispendiosa e necessitaríamos do auxílio tanto de outros órgãos como da comunidade para coibir essa prática”, reafirmou Ivo Brasil.
A captação é feita pelos petroleiros na foz do rio ou já dentro do curso de água doce. Somente o local do deságüe do Amazonas no Atlântico tem 320 km de extensão e fica dentro do território do Amapá. Neste lugar, a profundidade média é em torno de 50 m, o que suportaria o trânsito de um grande navio cargueiro. O contrabando é facilitado pela ausência de fiscalização na área.
Essa água, apesar de conter uma gama residual imensa e a maior parte de origem mineral, pode ser facilmente tratada. Para empresas engarrafadoras, tanto da Europa como do Oriente Médio, trabalhar com essa água mesmo no estado bruto representaria uma grande economia. O custo por litro tratado seria muito inferior aos processos de dessalinizar águas subterrâneas ou oceânicas. Além de livrar-se do pagamento das altas taxas de utilização das águas de superfície existentes, principalmente, dos rios europeus. Abaixo, alguns trechos da reportagem de Erick Von Farfan:
O diretor de operações da empresa Águas do Amazonas, o engenheiro Paulo Edgard Fiamenghi, trata as águas do Rio Negro, que abastece Manaus, por processos convencionais. E reconhece que esse procedimento seria de baixo custo para países com grandes dificuldades em obter água potável. “Levar água para se tratar no processo convencional é muito mais barato que o tratamento por osmose reversa”, comenta.
O avanço sobre as reservas hídricas do maior complexo ambiental do mundo, segundo os especialistas, pode ser o começo de um processo desastroso para a Amazônia. E isto surge num momento crítico, cujos esforços estão concentrados em reduzir a destruição da flora e da fauna, abrandando também a pressão internacional pela conservação dos ecossistemas locais.
Entretanto, no meio científico ninguém poderia supor que o manancial hídrico seria a próxima vítima da pirataria ambiental. Porém os pesquisadores brasileiros questionam o real interesse em se levar as águas amazônicas para outros continentes. O que suscita novamente o maior drama amazônico, o roubo de seus organismos vivos. “Podem estar levando água, peixes ou outras espécies e isto envolve diretamente a soberania dos países na região”, argumentou Martini.
A mesma linha de raciocínio é utilizada pelo professor do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Universidade Federal do Paraná, Ary Haro. Para ele, o simples roubo de água doce está longe de ser vantajoso no aspecto econômico. “Como ainda é desconhecido, só podemos formular teorias e uma delas pode estar ligada ao contrabando de peixes ou mesmo de microorganismos”, observou.
Essa suposição também é tida como algo possível para Fiamenghi, pois o volume levado na nova modalidade, denominada “hidropirataria” seria relativamente pequeno. Um navio petroleiro armazenaria o equivalente a meio dia de água utilizada pela cidade de Manaus, de 1,5 milhão de habitantes. “Desconheço esse caso, mas podemos estar diante de outros interesses além de se levar apenas água doce”, comentou.
Segundo o pesquisador do Inpe, a saturação dos recursos hídricos utilizáveis vem numa progressão mundial e a Amazônia é considerada a grande reserva do Planeta para os próximos mil anos. Pelos seus cálculos, 12% da água doce de superfície se encontram no território amazônico. “Essa é uma estimativa extremamente conservadora, há os que defendem 26% como o número mais preciso”, explicou.
Em todo o Planeta, dois terços são ocupados por oceanos, mares e rios. Porém, somente 3% desse volume são de água doce. Um índice baixo, que se torna ainda menor se for excluído o percentual encontrado no estado sólido, como nas geleiras polares e nos cumes das grandes cordilheiras. Contando ainda com as águas subterrâneas.
Atualmente, na superfície do Planeta, a água em estado líquido, representa menos de 1% deste total disponível.
A previsão é que num período entre 100 e 150 anos, as guerras sejam motivadas pela detenção dos recursos hídricos utilizáveis no consumo humano e em suas diversas atividades, com a agricultura. Muito disto se daria pela quebra dos regimes de chuvas, causada pelo aquecimento global. Isto alteraria profundamente o cenário hidrológico mundial, trazendo estiagem mais longas, menores índices pluviométricos, além do degelo das reservas polares e das neves permanentes.
Sob esse aspecto, a Amazônia se transforma num local estratégico. Muito devido às suas características particulares, como o fato de ser a maior bacia existente na Terra e deter a mais complexa rede hidrográfica do planeta, com mais de mil afluentes. Diante deste quadro, a conclusão é óbvia: a sobrevivência da biodiversidade mundial passa pela preservação desta reserva.
Mas a importância deste reduto natural poderá ser, num futuro próximo, sinônimo de riscos à soberania dos territórios panamazônicos. O que significa dizer que o Brasil seria um alvo prioritário numa eventual tentativa de se internacionalizar esses recursos, como já ocorre no caso das patentes de produtos derivados de espécies amazônicas. Pois 63,88% das águas que formam o rio se encontram dentro dos limites nacionais.
Esse potencial conflito é algo que projetos como o Sistema de Vigilância da Amazônia procuram minimizar. Outro aspecto a ser contornado é a falta de monitoramento da foz do rio. A cobertura de nuvens em toda Amazônia é intensa e os satélites de sensoriamento remoto não conseguem obter imagens do local. Já os satélites de captação de imagens via radar, que conseguiriam furar o bloqueio das nuvens e detectar os navios, estão operando mais ao norte.
As águas amazônicas representam 68% de todo volume hídrico existente no Brasil. E sua importância para o futuro da humanidade é fundamental. Entre 1970 e 1995 a quantidade de água disponível para cada habitante do mundo caiu 37% em todo mundo, e atualmente cerca de 1,4 bilhão de pessoas não têm acesso a água limpa. Segundo a Water World Vision, somente o Rio Amazonas e o Congo podem ser qualificados como limpos.
Fonte: (Envolverde/Agência Amazônia) e os Verdes/Tapes
www.agenciaamazonia.com.br
sábado, 16 de janeiro de 2010
sábado, 2 de janeiro de 2010
Frustrações e Esperanças
Colocando os Pés no Chão
Leia e comente.
Colegas meus do campo ambientalista saudaram a eleição de Barack Obama como a chegada de "um novo tempo" de respeito aos direitos humanos, tratamento diferente aos povos deprimidos, vitórias da bandeira ambientalista do "presidente verde", essas coisas.
Terminando o primeiro ano de mandato do faraó, vê-se que não é bem assim: ele continua as guerras iniciadas pelo antecessor. Obama fez um discurso belicista ao receber o Prêmio Nobel da Paz. Coisa inimaginável, de tão contraditória. A homenagem a ele, aliás, uma homenagem no mínimo "estranha" para quem ainda tem muito a fazer, pois lhe restam 7 anos de mandato (considerando que lá a reeleição é coisa certa, mas veja tópico adiante). Ele não dá sinais de inflexão nas suas posturas para com o mundo em desenvolvimento. Sua posição na Cop 15 foi "a treva". Os EUA continuam os mesmos: Bush não referendou Kioto; Barack "fritou" Copenhague.
A reeleição não é certa
Colegas analisam a situação de Barack Obama e dizem que ele ainda tem 3 anos para meter os pés pelas mãos, frustrar o eleitorado e perder o apoio dos donos do capital, os que realmente mantém a máquina funcionando nos EUA. Não torço por isso e não me julgo em condições de analisar o mandato dele. Gostaria que ele desse razão aos otimistas com sua eleição. Quanto a mim, ele eleito, mantive-me na postura que considero ter sido a mesma dos hebreus escravos no Egito: descrença frente a mais um faraó chegando ao trono.
Mídia que faz jus ao título PIG
Jornais, revistas e televisões brasileiros ignoraram solenemente a 1ª Conferência Nacional de Comunicação. Pior pra ela. Os jornalões já não têm credibilidade, dão as costas para o povo. Mais ainda. Preferem não ouvir a voz que vem dos jornalistas, de setores do governo e da sociedade civil. Tudo faz para merecer o título que Paulo Henrique Amorim lhe deu: PIG ou Partido da Imprensa Golpista.
Ignorando tudo o que não é espelho
A imprensa brasileira continua desprezando os reconhecimentos do Mundo a Lula: não noticiou com a devida ênfase a escolha de nosso presidente como "homem do ano" pelo jornal francês Le Monde. Como não reconheceu o título que a ONU lhe deu, anos atrás, por causa da criação do Fome Zero. Repercutiu negativamente, diminuindo a importância do fato.
O Brasil não está no centro do mundo
Também não é como disse a revista do jornal o Povo dia 31. Ao contrário do que escreveram meus colegas daqui, o Brasil não está no centro do mundo. Líderes como Shimon Peres (Israel), Hahmud Abbas (Palestina) e Mahmud Ahmedinejad (Irã) pedem ajuda ao Brasil para a solução de suas questões na diplomacia internacional, porque nosso país está em posição de destaque, e isso é bom. Mas o destaque dado ao Brasil não decorre de nossa importância por nós mesmos, mas pelas estratégias de sobrevivência deles.
O Brasil: competente, sim, mas "paparicado" pelos grandes
A diplomacia e a economia do Brasil desenvolveram com competência uma diversificação dos consumidores (importadores) de seus produtos, com o que adquiriu certa imnportância no cenário muncial. Os "grandes" não querem nos deixar muito soltos. Dão-nos alguma importância para que não fortaleçamos muito nossos músculos. Eles nos "paparicam" como forma de nos manterem satélites. Reconheçamos: que Barack Obama chama o presidente Lula de "o cara" e o presidente Francês chama nosso líder para, juntos pressionaram a cúpula de Copenhague por diferentes motivos, dentre os quais: nosso verde, que eles querem "queimar" nas soluções de sua fome de alimentos, tornando o Brasil fornecedor de frutas; de petróleo, de olho em nossas reservas e em nosso biocombustível; de mão-de-obra, pois sabem que podemos trabalhar para produzir, por exemplo, os minérios de que eles precisam, e exportar-lhes a preço de banana.
O Movimento Ambiental de Fortaleza Conquista Arie
As dificuldades de mobilização do movimento ambiental de Fortaleza merecem estudo, para que possamos agir melhor. Ainda assim, conquistamos a Área de Relevanta Interesse Ecológico (Arie) Dunas do Cocó. Com mobilização do Movimento Salvem as Dunas do Cocó e apoio do vereador João Alfredo, ambientalista de primeira hora.
A "Chama" Continua Acesa
Descortina-se uma nova fase em nossa história que convencionamos dividir em anos. Os movimentos sociais pressionando o poder constituído em todas as esferas: local, de país e planetária. É a esperança de construir um mundo melhor. O sonho de mil gerações continua atual. Assim, "o amanhã será um novo dia". "Fé na vida, fé no homem, fé no que será. Nós podemos muito, nós podemos mais. Vamos lá fazer o que será".
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Colegas meus do campo ambientalista saudaram a eleição de Barack Obama como a chegada de "um novo tempo" de respeito aos direitos humanos, tratamento diferente aos povos deprimidos, vitórias da bandeira ambientalista do "presidente verde", essas coisas.
Terminando o primeiro ano de mandato do faraó, vê-se que não é bem assim: ele continua as guerras iniciadas pelo antecessor. Obama fez um discurso belicista ao receber o Prêmio Nobel da Paz. Coisa inimaginável, de tão contraditória. A homenagem a ele, aliás, uma homenagem no mínimo "estranha" para quem ainda tem muito a fazer, pois lhe restam 7 anos de mandato (considerando que lá a reeleição é coisa certa, mas veja tópico adiante). Ele não dá sinais de inflexão nas suas posturas para com o mundo em desenvolvimento. Sua posição na Cop 15 foi "a treva". Os EUA continuam os mesmos: Bush não referendou Kioto; Barack "fritou" Copenhague.
A reeleição não é certa
Colegas analisam a situação de Barack Obama e dizem que ele ainda tem 3 anos para meter os pés pelas mãos, frustrar o eleitorado e perder o apoio dos donos do capital, os que realmente mantém a máquina funcionando nos EUA. Não torço por isso e não me julgo em condições de analisar o mandato dele. Gostaria que ele desse razão aos otimistas com sua eleição. Quanto a mim, ele eleito, mantive-me na postura que considero ter sido a mesma dos hebreus escravos no Egito: descrença frente a mais um faraó chegando ao trono.
Mídia que faz jus ao título PIG
Jornais, revistas e televisões brasileiros ignoraram solenemente a 1ª Conferência Nacional de Comunicação. Pior pra ela. Os jornalões já não têm credibilidade, dão as costas para o povo. Mais ainda. Preferem não ouvir a voz que vem dos jornalistas, de setores do governo e da sociedade civil. Tudo faz para merecer o título que Paulo Henrique Amorim lhe deu: PIG ou Partido da Imprensa Golpista.
Ignorando tudo o que não é espelho
A imprensa brasileira continua desprezando os reconhecimentos do Mundo a Lula: não noticiou com a devida ênfase a escolha de nosso presidente como "homem do ano" pelo jornal francês Le Monde. Como não reconheceu o título que a ONU lhe deu, anos atrás, por causa da criação do Fome Zero. Repercutiu negativamente, diminuindo a importância do fato.
O Brasil não está no centro do mundo
Também não é como disse a revista do jornal o Povo dia 31. Ao contrário do que escreveram meus colegas daqui, o Brasil não está no centro do mundo. Líderes como Shimon Peres (Israel), Hahmud Abbas (Palestina) e Mahmud Ahmedinejad (Irã) pedem ajuda ao Brasil para a solução de suas questões na diplomacia internacional, porque nosso país está em posição de destaque, e isso é bom. Mas o destaque dado ao Brasil não decorre de nossa importância por nós mesmos, mas pelas estratégias de sobrevivência deles.
O Brasil: competente, sim, mas "paparicado" pelos grandes
A diplomacia e a economia do Brasil desenvolveram com competência uma diversificação dos consumidores (importadores) de seus produtos, com o que adquiriu certa imnportância no cenário muncial. Os "grandes" não querem nos deixar muito soltos. Dão-nos alguma importância para que não fortaleçamos muito nossos músculos. Eles nos "paparicam" como forma de nos manterem satélites. Reconheçamos: que Barack Obama chama o presidente Lula de "o cara" e o presidente Francês chama nosso líder para, juntos pressionaram a cúpula de Copenhague por diferentes motivos, dentre os quais: nosso verde, que eles querem "queimar" nas soluções de sua fome de alimentos, tornando o Brasil fornecedor de frutas; de petróleo, de olho em nossas reservas e em nosso biocombustível; de mão-de-obra, pois sabem que podemos trabalhar para produzir, por exemplo, os minérios de que eles precisam, e exportar-lhes a preço de banana.
O Movimento Ambiental de Fortaleza Conquista Arie
As dificuldades de mobilização do movimento ambiental de Fortaleza merecem estudo, para que possamos agir melhor. Ainda assim, conquistamos a Área de Relevanta Interesse Ecológico (Arie) Dunas do Cocó. Com mobilização do Movimento Salvem as Dunas do Cocó e apoio do vereador João Alfredo, ambientalista de primeira hora.
A "Chama" Continua Acesa
Descortina-se uma nova fase em nossa história que convencionamos dividir em anos. Os movimentos sociais pressionando o poder constituído em todas as esferas: local, de país e planetária. É a esperança de construir um mundo melhor. O sonho de mil gerações continua atual. Assim, "o amanhã será um novo dia". "Fé na vida, fé no homem, fé no que será. Nós podemos muito, nós podemos mais. Vamos lá fazer o que será".
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Em 2010, Felicidaaades, com Passeios Proparque!
Nós do Movimento Proparque desejamos-lhe toda a Felicidaade no decorrer de 2010! Superação de barreiras, conquistas de sonhos velhos e novos, um muuunndo realmente melhor.
Vamos continuar na perseguição de vitórias para o movimento ambiental da cidade e do mundo. Junte-se a nós, quam ainda não caminha junto, venham também os mais recém-convidados. Há lugar para todos ao redor desta mesa que se chama Terra.
PRÓXIMO PASSEIO
Iremos 31 de janeiro para Guaramiranga. A serra nos espera com bicas, esportes radicais, visitas às igrejas, degustação de chocolate quente e outras guloseimas, além de compra de artesanato, na praça do Teatro Rachel de Queiroz, e aquele almoço especial no convento dos capuchinhos. Imperdível!
Vamos em ônibus da Gertaxi, com ar condicionado, motorista profissional responsável. O preço será R$ 60,00 por pessoa, com direito a transporte e almoço. Ficam as opções de passeio ao Pico Alto, ponto mais alto do Ceará, na divisa entre serra e sertão; e as diversões no Parque das Trilhas. Vamos lá!
Observe as fotos, de cima para baixo:
No início da viagem (foto 1), servimos o café.
No percurso, geralmente no retorno, fazemos uma parada para comprar frutas (Foto 2)
O almoço no convento dos capuchinhos é momento de prazer pelos pratos caseiros e tradicionais, porém, deliciosos, além de contemplar uma vista maravilhosa (Foto 3)
O convento dos franciscanos tem um jardim cuja beleza é de prender a respiração (Foto 4).
No passeio pela cidade, há inúmeros cartões postais. A foto em frente à matriz (5) é apenas uma das belas opções.
É tentador tirar frutas de árvores à beira da estrada (Foto 6), quando a gente se dirige para o Parque das Trilhas.
Nem todos querem pegar peixe no pesque-e-pague, praticar esportes radicais ou tomar banho de lago. Assim, fica assegurada a caminhada (Foto 7) para todos.
No final do dia, apesar de querer ficar mais tempo, é hora de embarcar de volta (Foto 8)
Entre em contato e adquira sua passagem com nossa coordenadora, Luísa Vaz: 2154.1203, 8838.1203 ou luisa_revisa@hotmail.com
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