sábado, 16 de janeiro de 2010
sábado, 2 de janeiro de 2010
Frustrações e Esperanças
Colocando os Pés no Chão
Leia e comente.
Colegas meus do campo ambientalista saudaram a eleição de Barack Obama como a chegada de "um novo tempo" de respeito aos direitos humanos, tratamento diferente aos povos deprimidos, vitórias da bandeira ambientalista do "presidente verde", essas coisas.
Terminando o primeiro ano de mandato do faraó, vê-se que não é bem assim: ele continua as guerras iniciadas pelo antecessor. Obama fez um discurso belicista ao receber o Prêmio Nobel da Paz. Coisa inimaginável, de tão contraditória. A homenagem a ele, aliás, uma homenagem no mínimo "estranha" para quem ainda tem muito a fazer, pois lhe restam 7 anos de mandato (considerando que lá a reeleição é coisa certa, mas veja tópico adiante). Ele não dá sinais de inflexão nas suas posturas para com o mundo em desenvolvimento. Sua posição na Cop 15 foi "a treva". Os EUA continuam os mesmos: Bush não referendou Kioto; Barack "fritou" Copenhague.
A reeleição não é certa
Colegas analisam a situação de Barack Obama e dizem que ele ainda tem 3 anos para meter os pés pelas mãos, frustrar o eleitorado e perder o apoio dos donos do capital, os que realmente mantém a máquina funcionando nos EUA. Não torço por isso e não me julgo em condições de analisar o mandato dele. Gostaria que ele desse razão aos otimistas com sua eleição. Quanto a mim, ele eleito, mantive-me na postura que considero ter sido a mesma dos hebreus escravos no Egito: descrença frente a mais um faraó chegando ao trono.
Mídia que faz jus ao título PIG
Jornais, revistas e televisões brasileiros ignoraram solenemente a 1ª Conferência Nacional de Comunicação. Pior pra ela. Os jornalões já não têm credibilidade, dão as costas para o povo. Mais ainda. Preferem não ouvir a voz que vem dos jornalistas, de setores do governo e da sociedade civil. Tudo faz para merecer o título que Paulo Henrique Amorim lhe deu: PIG ou Partido da Imprensa Golpista.
Ignorando tudo o que não é espelho
A imprensa brasileira continua desprezando os reconhecimentos do Mundo a Lula: não noticiou com a devida ênfase a escolha de nosso presidente como "homem do ano" pelo jornal francês Le Monde. Como não reconheceu o título que a ONU lhe deu, anos atrás, por causa da criação do Fome Zero. Repercutiu negativamente, diminuindo a importância do fato.
O Brasil não está no centro do mundo
Também não é como disse a revista do jornal o Povo dia 31. Ao contrário do que escreveram meus colegas daqui, o Brasil não está no centro do mundo. Líderes como Shimon Peres (Israel), Hahmud Abbas (Palestina) e Mahmud Ahmedinejad (Irã) pedem ajuda ao Brasil para a solução de suas questões na diplomacia internacional, porque nosso país está em posição de destaque, e isso é bom. Mas o destaque dado ao Brasil não decorre de nossa importância por nós mesmos, mas pelas estratégias de sobrevivência deles.
O Brasil: competente, sim, mas "paparicado" pelos grandes
A diplomacia e a economia do Brasil desenvolveram com competência uma diversificação dos consumidores (importadores) de seus produtos, com o que adquiriu certa imnportância no cenário muncial. Os "grandes" não querem nos deixar muito soltos. Dão-nos alguma importância para que não fortaleçamos muito nossos músculos. Eles nos "paparicam" como forma de nos manterem satélites. Reconheçamos: que Barack Obama chama o presidente Lula de "o cara" e o presidente Francês chama nosso líder para, juntos pressionaram a cúpula de Copenhague por diferentes motivos, dentre os quais: nosso verde, que eles querem "queimar" nas soluções de sua fome de alimentos, tornando o Brasil fornecedor de frutas; de petróleo, de olho em nossas reservas e em nosso biocombustível; de mão-de-obra, pois sabem que podemos trabalhar para produzir, por exemplo, os minérios de que eles precisam, e exportar-lhes a preço de banana.
O Movimento Ambiental de Fortaleza Conquista Arie
As dificuldades de mobilização do movimento ambiental de Fortaleza merecem estudo, para que possamos agir melhor. Ainda assim, conquistamos a Área de Relevanta Interesse Ecológico (Arie) Dunas do Cocó. Com mobilização do Movimento Salvem as Dunas do Cocó e apoio do vereador João Alfredo, ambientalista de primeira hora.
A "Chama" Continua Acesa
Descortina-se uma nova fase em nossa história que convencionamos dividir em anos. Os movimentos sociais pressionando o poder constituído em todas as esferas: local, de país e planetária. É a esperança de construir um mundo melhor. O sonho de mil gerações continua atual. Assim, "o amanhã será um novo dia". "Fé na vida, fé no homem, fé no que será. Nós podemos muito, nós podemos mais. Vamos lá fazer o que será".
Envie seu comentário.
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Colegas meus do campo ambientalista saudaram a eleição de Barack Obama como a chegada de "um novo tempo" de respeito aos direitos humanos, tratamento diferente aos povos deprimidos, vitórias da bandeira ambientalista do "presidente verde", essas coisas.
Terminando o primeiro ano de mandato do faraó, vê-se que não é bem assim: ele continua as guerras iniciadas pelo antecessor. Obama fez um discurso belicista ao receber o Prêmio Nobel da Paz. Coisa inimaginável, de tão contraditória. A homenagem a ele, aliás, uma homenagem no mínimo "estranha" para quem ainda tem muito a fazer, pois lhe restam 7 anos de mandato (considerando que lá a reeleição é coisa certa, mas veja tópico adiante). Ele não dá sinais de inflexão nas suas posturas para com o mundo em desenvolvimento. Sua posição na Cop 15 foi "a treva". Os EUA continuam os mesmos: Bush não referendou Kioto; Barack "fritou" Copenhague.
A reeleição não é certa
Colegas analisam a situação de Barack Obama e dizem que ele ainda tem 3 anos para meter os pés pelas mãos, frustrar o eleitorado e perder o apoio dos donos do capital, os que realmente mantém a máquina funcionando nos EUA. Não torço por isso e não me julgo em condições de analisar o mandato dele. Gostaria que ele desse razão aos otimistas com sua eleição. Quanto a mim, ele eleito, mantive-me na postura que considero ter sido a mesma dos hebreus escravos no Egito: descrença frente a mais um faraó chegando ao trono.
Mídia que faz jus ao título PIG
Jornais, revistas e televisões brasileiros ignoraram solenemente a 1ª Conferência Nacional de Comunicação. Pior pra ela. Os jornalões já não têm credibilidade, dão as costas para o povo. Mais ainda. Preferem não ouvir a voz que vem dos jornalistas, de setores do governo e da sociedade civil. Tudo faz para merecer o título que Paulo Henrique Amorim lhe deu: PIG ou Partido da Imprensa Golpista.
Ignorando tudo o que não é espelho
A imprensa brasileira continua desprezando os reconhecimentos do Mundo a Lula: não noticiou com a devida ênfase a escolha de nosso presidente como "homem do ano" pelo jornal francês Le Monde. Como não reconheceu o título que a ONU lhe deu, anos atrás, por causa da criação do Fome Zero. Repercutiu negativamente, diminuindo a importância do fato.
O Brasil não está no centro do mundo
Também não é como disse a revista do jornal o Povo dia 31. Ao contrário do que escreveram meus colegas daqui, o Brasil não está no centro do mundo. Líderes como Shimon Peres (Israel), Hahmud Abbas (Palestina) e Mahmud Ahmedinejad (Irã) pedem ajuda ao Brasil para a solução de suas questões na diplomacia internacional, porque nosso país está em posição de destaque, e isso é bom. Mas o destaque dado ao Brasil não decorre de nossa importância por nós mesmos, mas pelas estratégias de sobrevivência deles.
O Brasil: competente, sim, mas "paparicado" pelos grandes
A diplomacia e a economia do Brasil desenvolveram com competência uma diversificação dos consumidores (importadores) de seus produtos, com o que adquiriu certa imnportância no cenário muncial. Os "grandes" não querem nos deixar muito soltos. Dão-nos alguma importância para que não fortaleçamos muito nossos músculos. Eles nos "paparicam" como forma de nos manterem satélites. Reconheçamos: que Barack Obama chama o presidente Lula de "o cara" e o presidente Francês chama nosso líder para, juntos pressionaram a cúpula de Copenhague por diferentes motivos, dentre os quais: nosso verde, que eles querem "queimar" nas soluções de sua fome de alimentos, tornando o Brasil fornecedor de frutas; de petróleo, de olho em nossas reservas e em nosso biocombustível; de mão-de-obra, pois sabem que podemos trabalhar para produzir, por exemplo, os minérios de que eles precisam, e exportar-lhes a preço de banana.
O Movimento Ambiental de Fortaleza Conquista Arie
As dificuldades de mobilização do movimento ambiental de Fortaleza merecem estudo, para que possamos agir melhor. Ainda assim, conquistamos a Área de Relevanta Interesse Ecológico (Arie) Dunas do Cocó. Com mobilização do Movimento Salvem as Dunas do Cocó e apoio do vereador João Alfredo, ambientalista de primeira hora.
A "Chama" Continua Acesa
Descortina-se uma nova fase em nossa história que convencionamos dividir em anos. Os movimentos sociais pressionando o poder constituído em todas as esferas: local, de país e planetária. É a esperança de construir um mundo melhor. O sonho de mil gerações continua atual. Assim, "o amanhã será um novo dia". "Fé na vida, fé no homem, fé no que será. Nós podemos muito, nós podemos mais. Vamos lá fazer o que será".
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Em 2010, Felicidaaades, com Passeios Proparque!
Nós do Movimento Proparque desejamos-lhe toda a Felicidaade no decorrer de 2010! Superação de barreiras, conquistas de sonhos velhos e novos, um muuunndo realmente melhor.
Vamos continuar na perseguição de vitórias para o movimento ambiental da cidade e do mundo. Junte-se a nós, quam ainda não caminha junto, venham também os mais recém-convidados. Há lugar para todos ao redor desta mesa que se chama Terra.
PRÓXIMO PASSEIO
Iremos 31 de janeiro para Guaramiranga. A serra nos espera com bicas, esportes radicais, visitas às igrejas, degustação de chocolate quente e outras guloseimas, além de compra de artesanato, na praça do Teatro Rachel de Queiroz, e aquele almoço especial no convento dos capuchinhos. Imperdível!
Vamos em ônibus da Gertaxi, com ar condicionado, motorista profissional responsável. O preço será R$ 60,00 por pessoa, com direito a transporte e almoço. Ficam as opções de passeio ao Pico Alto, ponto mais alto do Ceará, na divisa entre serra e sertão; e as diversões no Parque das Trilhas. Vamos lá!
Observe as fotos, de cima para baixo:
No início da viagem (foto 1), servimos o café.
No percurso, geralmente no retorno, fazemos uma parada para comprar frutas (Foto 2)
O almoço no convento dos capuchinhos é momento de prazer pelos pratos caseiros e tradicionais, porém, deliciosos, além de contemplar uma vista maravilhosa (Foto 3)
O convento dos franciscanos tem um jardim cuja beleza é de prender a respiração (Foto 4).
No passeio pela cidade, há inúmeros cartões postais. A foto em frente à matriz (5) é apenas uma das belas opções.
É tentador tirar frutas de árvores à beira da estrada (Foto 6), quando a gente se dirige para o Parque das Trilhas.
Nem todos querem pegar peixe no pesque-e-pague, praticar esportes radicais ou tomar banho de lago. Assim, fica assegurada a caminhada (Foto 7) para todos.
No final do dia, apesar de querer ficar mais tempo, é hora de embarcar de volta (Foto 8)
Entre em contato e adquira sua passagem com nossa coordenadora, Luísa Vaz: 2154.1203, 8838.1203 ou luisa_revisa@hotmail.com
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
É a Treva: Rumo ao Desastre
Leonardo Boff
Teólogo
Uma jovem e talentosa atriz de uma novela muito popular, Beatriz Drumond, sempre que fracassam seus planos, usa o bordão:”É a treva”. Não me vem à mente outra expressão ao assistir o melancólico desfecho da COP 15 sobre as mudanças climáticas em Copenhague: é a treva! Sim, a humanidade penetrou numa zona de treva e de horror. Estamos indo ao encontro do desastre. Anos de preparação, dez dias de discussão, a presença dos principais líderes políticos do mundo não foram suficientes para espancar a treva mediante um acordo consensuado de redução de gases de efeito estufa que impedisse chegar a dois graus Celsius. Ultrapassado esse nível e beirando os três graus, o clima não seria mais controlável e estaríamos entregues à lógica do caos destrutivo, ameaçando a biodiversidade e dizimando milhões e milhões de pessoas.
O Presidente Lula, em sua intervenção no dia mesmo do encerramento, 18 de dezembro, foi a único a dizer a verdade:”faltou-nos inteligência” porque os poderosos preferiram barganhar vantagens a salvar a vida da Terra e os seres humanos.
Duas lições se podem tirar do fracasso em Copenhague: a primeira é a consciência coletiva de que o aquecimento é um fato irreversível, do qual todos somos responsáveis, mas principalmente os paises ricos. E que agora somos também responsáveis, cada um em sua medida, do controle do aquecimento para que não seja catastrófico para a natureza e para a humanidade. A consciência da humanidade nunca mais será a mesma depois de Copenhague. Se houve essa consciência coletiva, por que não se chegou a nenhum consenso acerca das medidas de controle das mudanças climáticas?
Aqui surge a segunda lição que importa tirar da COP 15 de Copenhague: o grande vilão é o sistema do capital com sua correspondente cultura consumista. Enquanto mantivermos o sistema capitalista mundialmente articulado será impossível um consenso que coloque no centro a vida, a humanidade e a Terra e se tomar medidas para preservá-las. Para ele centralidade possui o lucro, a acumulação privada e o aumento de poder de competição. Há muito tempo que distorceu a natureza da economia como técnica e arte de produção dos bens necessários à vida. Ele a transformou numa brutal técnica de criação de riqueza por si mesma sem qualquer outra consideração. Essa riqueza nem sequer é para ser desfrutada mas para produzir mais riqueza ainda, numa lógica obsessiva e sem freios.
Por isso que ecologia e capitalismo se negam frontalmente. Não há acordo possível.O discurso ecológico procura o equilíbrio de todos os fatores, a sinergia com a natureza e o espírito de cooperação. O capitalismo rompe com o equilíbrio ao sobrepor-se à natureza, estabelece uma competição feroz entre todos e pretende tirar tudo da Terra, até que ela não consiga se reproduzir. Se ele assume o discurso ecológico é para ter ganhos com ele.
Ademais, o capitalismo é incompatível com a vida. A vida pede cuidado e cooperação. O capitalismo sacrifica vidas, cria trabalhadores que são verdadeiros escravos “pro tempore” e pratica trabalho infantil em vários países.
Os negociadores e os líderes políticos em Copenhague ficaram reféns deste sistema. Esse barganha, quer ter lucros, não hesita em pôr em risco o futuro da vida. Sua tendência é autosuicidária. Que acordo poderá haver entre os lobos e os cordeiros, quer dizer, entre a natureza que grita por respeito e os que a devastam sem piedade?
Por isso, quem entende a lógica do capital, não se surpreende com o fracasso da COP 15 em Copenhague. O único que ergueu a voz, solitária, como um “louco” numa sociedade de “sábios”, foi o presidente Evo Morales: “Ou superamos o capitalismo ou ele destruirá a Mãe Terra”.
Gostemos ou não gostemos, esta é a pura verdade. Copenhague tirou a máscara do capitalismo, incapaz de fazer consensos porque pouco lhe importa a vida e a Terra mas antes as vantagens e os lucros materiais.
Teólogo
Uma jovem e talentosa atriz de uma novela muito popular, Beatriz Drumond, sempre que fracassam seus planos, usa o bordão:”É a treva”. Não me vem à mente outra expressão ao assistir o melancólico desfecho da COP 15 sobre as mudanças climáticas em Copenhague: é a treva! Sim, a humanidade penetrou numa zona de treva e de horror. Estamos indo ao encontro do desastre. Anos de preparação, dez dias de discussão, a presença dos principais líderes políticos do mundo não foram suficientes para espancar a treva mediante um acordo consensuado de redução de gases de efeito estufa que impedisse chegar a dois graus Celsius. Ultrapassado esse nível e beirando os três graus, o clima não seria mais controlável e estaríamos entregues à lógica do caos destrutivo, ameaçando a biodiversidade e dizimando milhões e milhões de pessoas.
O Presidente Lula, em sua intervenção no dia mesmo do encerramento, 18 de dezembro, foi a único a dizer a verdade:”faltou-nos inteligência” porque os poderosos preferiram barganhar vantagens a salvar a vida da Terra e os seres humanos.
Duas lições se podem tirar do fracasso em Copenhague: a primeira é a consciência coletiva de que o aquecimento é um fato irreversível, do qual todos somos responsáveis, mas principalmente os paises ricos. E que agora somos também responsáveis, cada um em sua medida, do controle do aquecimento para que não seja catastrófico para a natureza e para a humanidade. A consciência da humanidade nunca mais será a mesma depois de Copenhague. Se houve essa consciência coletiva, por que não se chegou a nenhum consenso acerca das medidas de controle das mudanças climáticas?
Aqui surge a segunda lição que importa tirar da COP 15 de Copenhague: o grande vilão é o sistema do capital com sua correspondente cultura consumista. Enquanto mantivermos o sistema capitalista mundialmente articulado será impossível um consenso que coloque no centro a vida, a humanidade e a Terra e se tomar medidas para preservá-las. Para ele centralidade possui o lucro, a acumulação privada e o aumento de poder de competição. Há muito tempo que distorceu a natureza da economia como técnica e arte de produção dos bens necessários à vida. Ele a transformou numa brutal técnica de criação de riqueza por si mesma sem qualquer outra consideração. Essa riqueza nem sequer é para ser desfrutada mas para produzir mais riqueza ainda, numa lógica obsessiva e sem freios.
Por isso que ecologia e capitalismo se negam frontalmente. Não há acordo possível.O discurso ecológico procura o equilíbrio de todos os fatores, a sinergia com a natureza e o espírito de cooperação. O capitalismo rompe com o equilíbrio ao sobrepor-se à natureza, estabelece uma competição feroz entre todos e pretende tirar tudo da Terra, até que ela não consiga se reproduzir. Se ele assume o discurso ecológico é para ter ganhos com ele.
Ademais, o capitalismo é incompatível com a vida. A vida pede cuidado e cooperação. O capitalismo sacrifica vidas, cria trabalhadores que são verdadeiros escravos “pro tempore” e pratica trabalho infantil em vários países.
Os negociadores e os líderes políticos em Copenhague ficaram reféns deste sistema. Esse barganha, quer ter lucros, não hesita em pôr em risco o futuro da vida. Sua tendência é autosuicidária. Que acordo poderá haver entre os lobos e os cordeiros, quer dizer, entre a natureza que grita por respeito e os que a devastam sem piedade?
Por isso, quem entende a lógica do capital, não se surpreende com o fracasso da COP 15 em Copenhague. O único que ergueu a voz, solitária, como um “louco” numa sociedade de “sábios”, foi o presidente Evo Morales: “Ou superamos o capitalismo ou ele destruirá a Mãe Terra”.
Gostemos ou não gostemos, esta é a pura verdade. Copenhague tirou a máscara do capitalismo, incapaz de fazer consensos porque pouco lhe importa a vida e a Terra mas antes as vantagens e os lucros materiais.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Ato pelo Parque Rachel de Queiroz
Leonardo Sampaio (de branco) explica a história da luta aos presentes
Ecologistas na frente da casa de Rachel de Queiroz
Fortaleza poderá ter o Parque Rachel de Queiroz, se as autoridades se sensibilizarem com a campanha da sociedade civil de 15 bairros. Uma rubrica de R$ 7,5 milhões está no Plano Plurianual da Prefeita Luizianne Lins e poderá concretizar-se nos próximos três anos. Hoje foi o primeiro de uma série de atos até o dia 17 de novembro de 2010, data do centenário de nascimento de Raquel, a primeira mulher a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. Ela nasceu em Quixadá, interior cearense, mas veio estudar em Fortaleza e, na casa da foto, escreveu O Quinze, seu principal livro.
O ato de hoje começou com café da manhã no Espaço Cultural Frei Tito Alencar (Escuta) e prosseguiu com uma caminhada até a casa de Rachel de Queiroz, no Pici, imóvel tombado dia 20 de outubro último pela Prefeitura de Fortaleza. Leonardo e Lúcia Sampaio explicaram a origem da luta, que data de 1983, ainda na gestão do prefeito César Cals Neto. Disseram que as manifestações vão prosseguir até novembro 2010, sempre nos dias 17. A próxima será no bairro Presidente Kennedy, dia 17 de janeiro, domingo, atrás do Colégio Santa Isabel, começando às 17h.
Os ambientalistas presentes comprometeram-se a apoiar a luta do Movimento Pró-Parque Rachel de Queiroz no que estiver a seu alcance. Estiveram presentes Arnaldo Fernandes e Josael Jario como representantes da Frente Popular Ecológica, Ademir Costa e François Boesmans em nome do Movimento Proparque, e representações de alguns dos 15 bairros a serem beneficiados pelo parque.
Entre os militantes, surgiu a ideia de fazerem uma manifestação durante os três dias de carnaval 2010, chamando a atenção dos moradores e das autoridades de Fortaleza para os problemas ambientais da cidade.
Lençóis Maranhenses: juiz manda demolir casas
Enquanto S. Paulo sofre com terras inundáveis cheias de construções, o Maranhão tenta impedir a depredação do Parque dos Lençóis
Segundo o jornal Folha de São Paulo, a Justiça Federal do Maranhão mandou demolir cinco casas de alto padrão e quatro pousadas construídas irregularmente na margem do rio Preguiças, em Barreirinhas (252 km de São Luís).Trata-se de área de preservação ambiental permanente, na zona de amortecimento do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, importante ponto turístico do Estado. Não havia licença do Ibama. Um dos imóveis tem 22 suítes. Alguns têm campo de futebol e ancoradouros. A vegetação original da margem do rio foi totalmente modificada com a criação de jardins com espécies exóticas, segundo perícia do Ibama.
Outro lado
O advogado que representa alguns dos donos dos imóveis afirmou que vai recorrer porque os imóveis foram erguidos em locais sem vegetação e tiveram autorização da prefeitura. Ele disse que questionou na Justiça a superficialidade da perícia. Um dos proprietários disse ter todas as licenças ambientais necessárias.
Segundo o jornal Folha de São Paulo, a Justiça Federal do Maranhão mandou demolir cinco casas de alto padrão e quatro pousadas construídas irregularmente na margem do rio Preguiças, em Barreirinhas (252 km de São Luís).Trata-se de área de preservação ambiental permanente, na zona de amortecimento do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, importante ponto turístico do Estado. Não havia licença do Ibama. Um dos imóveis tem 22 suítes. Alguns têm campo de futebol e ancoradouros. A vegetação original da margem do rio foi totalmente modificada com a criação de jardins com espécies exóticas, segundo perícia do Ibama.
Outro lado
O advogado que representa alguns dos donos dos imóveis afirmou que vai recorrer porque os imóveis foram erguidos em locais sem vegetação e tiveram autorização da prefeitura. Ele disse que questionou na Justiça a superficialidade da perícia. Um dos proprietários disse ter todas as licenças ambientais necessárias.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
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